terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nenucos...

No almoço de Natal falámos da publicidade aos brinquedos que inunda a televisão por esta altura...
É o Noddy... são as Barbies... e são também os Nenucos...
Existem Nenucos que fazem as mais variadas coisas... o Nenuco que faz bolhinhas... o Nenuco que chora... o Nenuco que come e que faz necessidades...
Acho que este ano deviam ter inventado, por exemplo, um Nenuco que cuspisse para o chão e um Nenuco que dissesse palavrões... para não serem sempre os mesmos todos os anos...


Last Christmas #2

Para compensar a versão original de Last Christmas dos Wham aqui fica uma versão da mesma canção pelo Erlend Øye - um dos "Kings", para os muito distraidos...

Muita neve neste natal! Sem ser nos ombros... (Foi o nosso momento Head&Shoulders)


last christmas - erlend Øye

domingo, 14 de dezembro de 2008

Marta Hugon@Hot Clube

Conheci Marta Hugon (e o trio) mesmo na altura em que saiu o primeiro álbum Tender Trap, em 2005, mas depois "perdi-lhe o rasto"... até que editaram o segundo álbum Story Teller este ano...
A agenda do epilepsia emocional é realmente útil, foi lá que vi que ela ia dar três concertos consecutivos no Hot Clube... eu só tinha de escolher o dia... fácil... =)

O concerto foi divido em dois sets com intervalo pelo meio para conversar e beber (mais) um copo. O concerto serviu para mostrar ao vivo as canções de Story Teller... mas claro que também tocaram canções de Tender Trap.

No 2º set a Marta anunciou o momento especial da noite, que seria uma canção fora do set, e esse momento foi "In The Still Of The Night" de Cole Porter. Resultou muito bela. Para mim as versões da Jane Monheit e da Ella, com acompanhamento de orquestra, não têm a beleza nem a alma desta versão "minimalista" (e intimista) da Marta e do seu trio. "...Are you my life to be(?) That dream come true(?)..." é lamechas sim senhor, mas cantado da forma como foi...

O primeiro encore foi uma versão Jazz de "Let Down" dos Radiohead!... foi simplesmente bonito... se a Marta fosse homem, tivesse os dentes tortos e um "lazy eye" eu pensaria que era o Thom Yorke a cantar... No fundo, deu para ver que ela canta e eles tocam com alma.

Para o fim, "(Love is) The Tender Trap"... THE END!

Gosto muito da maneira da Marta cantar, muito natural e (acima de tudo) sem presunção. Tal como o trio de músicos que a acompanha...

(de Story Teller)
Crash Into Me


(de Tender Trap)
Too Close for Comfort

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Manoel...

A minha homenagem aos seus longos 100 anos de vida...
Este é (e sempre será) o filme dele meu preferido...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Lame Song (da Época): Last Christmas

Para mim o pior (e cada vez menos há coisas boas) do Natal é ter mesmo de ouvir esta porcaria desta canção... ela é na rádio... ela é nos centros comerciais... ela é nos transportes... ela é nas chamadas em espera...
O pior é que não passa de moda, e todos os anos temos de levar com ela. É de cortar os pulsos...
Serei o único a sofrer com isto!?

Superbock em Stock - (finalmente) as minhas impressões...

Gostei do festival. Valeu pela música, pelo espírito do público e pela companhia.
Acho que só o dia 4 de Dezembro no Teatro Variedades (Lykke Li, Zita Swoon e X-Wife) já valia os 40€ do bilhete... o resto seria oferta... da boa...
Tive pena de não ter conseguido ver El Perro Del Mar no Maxime, mas aquilo estava mais cheio (dentro e fora) que um centro-comercial em época natalícia...
E tive pena de ter optado por ir ver The Walkmen em vez de Zita Swoon, o Sezinando disse-me que eles montaram o palco no meio da plateia. Schön...
Só um pormenorzinho, parece que o Tiago Bettencourt andou atrás de mim durante o festival todo, alías, nesses dois dias vi-o mais vezes a ele que à minha família... estive quase a dar-lhe um autógrafo e a deixá-lo tirar uma foto comigo... quase...

Day#1

José James
Por vezes torna-se difícil dizer o nome deste caramelo :)
Não conseguimos entrar para ver o início de Ladyhawke e portanto fomos até ao Tivoli ver o JJ.
A música é uma mescla de Jazz, Rap, R&B e Soul.
Quanto à forma dele se expressar, eu diria que é algo do género: 50% Spoken Word + 20% Mouth Scratching + 30% Sindrome de Tourette... talvez por isso não percebi grande parte das letras...
Gostei do ambiente sonoro criado pelas canções longas, mas ao final de algumas já começava a fartar um bocado.

Ladyhawke
Saímos de JJ para ver se já dava para entrar na sala da Pip(inha) Brown... lolololol
Deu para entrar e para ver ainda Paris a arder, e mais 2 canções.
No S. Jorge as baixas (frequências) estavam com um volume demasiado alto... O baixo e a bateria abafavam as vozes e as guitarras...
Gostei e fiquei com pena de não ter conseguido ver desde o início, por ter ficado na conversa à entrada do S. Jorge em vez de me despachar...
Também gostei do estilo dela com a Gibson Firebird... até fez uns solos naquilo e tudo... :)

Santogold
Foi sair de Ladyhawke e voltar ao Tivoli, para onde toda a gente ia rumar...
Ainda lá estava o JJ e a sua banda a tocar, e foi esperar que acabassem...
O palco foi esvaziado e foi colocada uma DJ Table com o Set todo, e nada de instrumentos... Torci o nariz porque gostava de ver a "Lights Out" e pensei que não ia haver "nada para ninguém"...
O espectáculo começou com a actuação a solo do DJ que acompanhava a Santi. Um Sonzito electrónico/dub/reggae porreirito e tal, e de repente sai um sample de "This Charming Man"... e depois outra vez... depois uma boa parte da canção... acho que foi este o catalizador da explosão que depois ocorreu na sala (se é que tal catalizador fosse mesmo necessário...). Depois foi a vez do sample da "Roxanne" dos Police... o que para mim estragou tudo, porque sou daqueles (poucos) que acham que o Sting devia ter ficado lá na terrinha dele a ser mineiro...
O duo de bailarinas/coro entrou e começou a coreografia... pouco depois entrou a Sandi... e aí começou a festa... o público levantou-se das cadeiras e começou a dançar... até ao final do concerto.
Ficámos lá em cima no balcão mas isso não impediu que dançássemos tanto como o público lá em baixo... e como os que depois subiram para o palco, chamados pela Santi.
Foi uma hora bem divertida e foi engraçado ouvir a versão dela de Guns of Brixton.
Claro que vimos até ao fim, e consequentemente não chegámos a tempo de entrar no Maxime para ver El Perro Del Mar... :(
(A Tangerina ficou aborrecida por lhe achar que só com a mesa do DJ o show foi uma sessão de Karaoke... :) mas eu fiquei assustado com a entrada da Santi em palco, nos primeiros instantes em que ela cantou pareceu-me que iamos ter um show de Playback!... :/ felizmente vi que era mesmo ela que estava a cantar... a ideia não fazia sentido nenhum mas mesmo assim... lolololol)

Day#2

Lykke Li (or Miss Chest Pops)
Só conhecia 2 ou 3 canções da rádio e portanto fui a zero... mas com muita curiosidade.
Sem dúvida alguma o melhor concerto (a que assisti) do festival.
A entrada foi potente, e o resto do concerto também. Com ela a soltar uns chest pops de fazer inveja às bailarinas da Sandi White...
O som (no Variedades) estava muito bom, bem balanceado, ao contrário de por exemplo Ladyhawke...
Ainda arranhou o português... pequena lembrança de que viveu cá uns tempinhos...
Foi um daqueles concertos para ver até ao fim, com encore e tudo... ir a correr para guardar lugar ou para apanhar o resto de outro concerto não fazia sentido nenhum!

Phoebe
Depois de sair saciado de Lykke Li fui até ao S. Jorge para ver a Phoebe, umas amigas que entraram no início do concerto estavam cá fora no bar. Eu entrei para ver a Phoebe e percebi o porquê... e percebi porque é que a Phoebe não quis continuar a cantar ou foi dispensada dos Nouvelle Vague...
É um tipo de espectáculo e de música não muito habitual hoje em dia. Parecido com isto só me consigo lembrar de Nick Cave no tempo dos Birthday Party.
É uma onda irreverente mas eu já não tenho muita paciência para a coisa... mas fiquei até ao fim do show para aplaudir a atitude...
Algo me diz que o bebé da Phoebe vai nascer prematuramente... e a gritar: "Get me out of here! Jesus, I just can't stand it any longer!" :D

peixe:avião
Saí de Phoebe e entrei no S. Jorge 2 para ver os peixe:avião, que já tinham começado...
Queria vê-los ao vivo mas foi entrar e sair logo... estavam muito fraquinhos... eu saí nem tanto por ter de ir guardar lugar em The Walkmen mas sim porque eles não estavam mesmo a puxar. Com certeza, são muito melhor disfrutados num espectáculo a solo... fico à espera dessa oportunidade.

The Walkmen
Chegámos a horas ao Tivoli e ficámos num dos camarotes cá em baixo.
Era a banda que ia ver com mais espectativa e se calhar por isso não achei o concerto grande coisa. O Hamilton (e o resto da banda) praticamente não interagiu com o público. Acho que podiam e deviam ter feito diferente, e melhor...
Não desgostei completamente mas para o fim tornou-se (demasiado) repetitivo e saímos antes do fim, para ir ver os X-Wife ao Variedades.
(A coisa não estava a ser nem muito boa nem muito má mas o Tiago (Bettencourt) que estava no camarote ao lado batia umas palmas moles com uma atitude tipo "estou a fazer um gandá favor a estes bacanos pah!"
Se calhar acha mais divertido andar bezano pela Bica, com ar de corocho...
Esta atitude de alguns artistas portugueses para com as bandas estrangeiras é daquelas cenas que me dá uma vontade de rir... ainda me lembro do comentário do Rik quando vimos Mazgani e Spoon na Aula Magna...)

X-Wife
Outro grupo que por acaso nunca tinha visto ao vivo e que estava muito curioso de ver. Fomos cedo e ficámos bem à frente porque a enchente era mais do que esperada...
Sairam clássicos e canções do último álbum.
Estavam contentes (e até admirados, digo eu) com o público que pulava e cantava. E como a segurança não deixou ninguém subir para o palco (ao contrário do que tinha acontecido com a Lykke Li), o Fernando (que era aquele que estava a curtir mais o público) veio tocar o baixo para o meio de nós.
We all were on a mission to rock n' roll!!!
Estes morcões azeiteiros deram-lhe bem... Foi o meu segundo concerto preferido do festival.
Acho que em Portugal com o mesmo nivel rockeiro só temos o grande Paulo Furtado.

And that was it...

domingo, 30 de novembro de 2008

Always 100%

Depois de uma versão dos Yeah Yeah Yeahs de um original dos Sonic Youth colocada neste blog, agora é a vez dos Raveonettes num registo minimalista. Mas com a Sharin a rebentar no Mustang Bass e o Sune a bombar nas "peles".

But I've been around the world a million times
And all you men are slime
It's the gun to my head, goodbye I am dead
Wastewood rockers is time for cryin', hey!

P.S. - Não percebo porque é que a canção original não é cantada pela Kim Gordon mas sim pelo Thurston Moore...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Time is relative...

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa

domingo, 23 de novembro de 2008

O melhor para o fim...

Gosto do Edward Norton e este fim-de-semana vi "The Illusionist" (que me fez passar a gostar também da Jessica Biel). Apesar de já ter visto "Fight Club" ainda não vi os grandes "American History X" e "Rounders". Decididamente as prioridades estão todas trocadas...

Errante

Seguindo o vento, sempre distante...
Sem um lamento...

Sem parar nem pensar...
Ao partir e voltar...
Para sempre hás-de errar...
Onde o vento soprar...

Justamente


Depois de ter ido ver "Antes que a noite venha" e de ter perdido "Fim de linha", fui ver a peça "Justamente", colocada em cena pela Companhia de Teatro do Barreiro Arteviva.
O texto original "Just" da Ali Smith é excelente e muito actual. E a tradução para português tem também muito mérito.
Para o final fica a referência à representação da quase vintena de actores, que não vivendo 100% do teatro são 100% profissionais... não vou usar adjectivos que podem soar exagerados... mas houve (muitos) momentos simplesmente deliciosos...

Parabéns a todos!
Aconselho vivamente.

P.S. - Um grande amigo arranjou-me convite (até foi mais do que um simples convite porque, depois do espectáculo, pude conviver e conhecer melhor algumas das pessoas do Arteviva... e outras do showbiz...) mas o preço do bilhete não é caro. Portanto...

P.S. 2 - O Barreiro tem a pastelaria com o melhor nome do mundo... Um dia destes tenho de experimentar um bolo "do outro mundo"... da Pastelaria OVNI... brutal...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

This is Rock n' Roll!!!

This is Steven and Laura-"Headbanger"-Mary...


Quem não foi ver Blood Red Shoes não faz a mínima ideia do que perdeu.
Tal como um vinho Duas Quintas, o bilhete foi caro. Mas tal como um Duas Quintas, antes de abrir já sabia que ia ser bom...

Tocaram três ou quatro novas canções, que me pareceram boas... e uma ou duas canções, que parecem estar oprimidas e sem energia nas gravações, libertaram-se completamente ao vivo.

A noite acabou em apoteose com "ADHD" e com o duo a chamar o público para cima do palco, para cantar e pular com eles...


I'm so bored I can't think straight.
I'm so, I'm so, I'm so distracted.
I'm so, I'm so, I'm so distracted.
I can't concentrate on anything at all!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Big Ideas (Don't Get Any)... Radiohead "remixed"...

Descobri este video no blog do Eric Avery, e nem sabia do concurso de remix de "Nude" - aka "Big Ideias (Don't Get Any)" - que os Radiohead tinham criado.

Back to good old ZX spectrum days...

Os créditos do video vão para um senhor chamado James Houston. Descrição do video no youtube.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

This is not Hollywood... or should I say Holywood?

I went to see "Hollywood, Mon Amour" at Casino Lisboa with high expectations...
O público português até pode ser o melhor do mundo em modo "pagantes"...
Mas em modo "à borla" deve ser o pior do mundo... acho que na feira de Carcavelos haveria mais silêncio... parece que o "tuga" só sabe respeitar quando "lhe vão ao bolso".
Eu sei que o local não é obviamente o mais adequado (apesar de eu já lá ter assistido a concertos com bom som), mas se a entrada custasse 2€, de certeza que o concerto seria muito melhor...

Mesmo assim, ainda consegui apreciar "meia-dúzia" de canções.
Não sou muito de fazer listas com as N melhores canções, N melhores filmes ou N melhores livros (como o Rob de High Fidelity...), porque gosto de muita coisa e porque normalmente esqueço-me de algumas das preferências, quando tento fazer as tais listas... o que acaba por ser aborrecido...
Mas elegi as minhas 3 preferidas da noite:
"This Is Not America" - resultou excelente ao vivo, acho que o David pode estar orgulhoso.
"A View To A Kill" - muito boa versão.
"Forbidden Colours" - escolha muito pessoal porque quase não ouvi a voz da Nadeah.

Ainda tive direito a uma Birra fresquinha oferecida. Grazie Ragazze!

P.S. - Reparem no nome da banda, no cartaz de fundo...

Trying to catch the sun...

Fazer 800Km para ver o pôr-do-sol na Torre...
Quando chegámos já só havia lusco-fusco... 0 (zero) ºC de temperatura... e muito muito frio...
Mas os melhores curvões do país (da Lousã à Pampilhosa da Serra) compensaram esta pequena desilusão.


Photo by: Arlindo "Rossi" Gomes

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Apetizer...

Aqui vai um apetizer para a noite de 17 de Novembro... uma das minhas canções preferidas...
Descobri-a no Intervenções Sonoras, blog que visito com mais regularidade depois do apARTES ter tirado umas férias por tempo indeterminado...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Rox rocks

A Inês Meneses no outro dia passou "My Baby Left Me" na Radar (que me fez lembrar o funk/soul de "How Long Do I Have To Wait" da Sharon Jones...), e eu momentaneamente apaixonei-me...
Fica aqui o link do myspace dela. Check it out!

What!?

Quando a malta que faz placas usa o babelfish normalmente resulta nisto:

Street Hacks

Maybe someday

Credits:
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